Apesar de a LIBRAS ser conteúdo obrigatório no currículo das licenciaturas, conforme lei de nº 10.436/2002, regulamentada pelo decreto nº 5.626/2005 – poucas universidades estão adaptadas as exigências e os professores não possuem o requisito mínimo para lhe dar com alunos surdos: a comunicação. Esta constatação não impede que pesquisas no campo comessem se encaminhar procurando novas formas de ensinar e desenvolver sinais junto a comunidade surda para sua validação e propagação – possibilitando acesso cientifico e possibilidade de inclusão como cidadãos nas tomadas de decisão. Abaixo algumas pesquisas que valem a pena ser conferidas para quem trabalha com o ensino de ciências.
>> Referencia: FELTRINI, Gisele Morisson. Aplicação de modelos qualitativos à educação científica de surdos. 2009. 221 f. Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciências)-Universidade de Brasília,Brasília, 2009.
Comentários: Desenvolve modelos qualitativos como ferramenta para a aquisição de conceitos científicos, o desenvolvimento do raciocínio inferencial e o aperfeiçoamento de competências linguísticas de estudantes surdos. Ao final da obra é apresentado um glossário em libras com os termos utilizados e desenvolvidos referente ao meio ambiente, indústria e aquecimento global.
>> Referencia: MARINHO, Margot Latt. O ensino da biologia: o intérprete e a geração de sinais. 2007. 143 p., il. Dissertação (Mestrado em Lingüística)-Universidade de Brasília, Brasília, 2007.
Comentários: Além de tratar da importância dos interpretes em sala, a geração de sinais relativos a biologia e química entram em pauta para abordar temas como Carbono, Radicais, aminas, dentre outros.
>> Referencia: HIDALGO, Paulo Henrique. Libras: Dificuldades acarretadas pela falta de sinais específicos para o ensino de física. 2010, 79 p. il. Trabalho de conclusão de curso (Licenciatura em Física) – Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso do Sul, MS, 2010.
>> BOTAN, Everton e CARDOSO, Fabiano César. Ensino de Física, Lingua Brasileira de Sinais e o projeto “Sinalizando a Física”: Um movimento a favor da inclusão cientifica. XVIII SIMPÓSIO NACIONAL DE ENSINO DE FÍSICA – SNEF 2 0 0 9 – VITÓRIA, ES.

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